Fazer uma alimentação inadequada acompanhada do sedentarismo bem como do estresse pode provocar inúmeros distúrbios no organismo, principalmente problemas gastrointestinais, que dificultam o processo digestivo. Reverter esse quadro nem sempre é tarefa difícil. Mas poucos conhecem as alternativas naturais para eliminar as toxinas do corpo. É nessa hora que entram em cena os sucos desintoxicantes, feitos à base de frutas ou vegetais frescos.
De acordo com a nutróloga Tamara Mazaracki, essas bebidas são excelentes fontes de nutrientes com ação antioxidante, o que promove um sistema imunológico mais ativo e competente, além de ajudar a prevenir doenças e auxiliar na recuperação mais rápida de quem tem algum problema de saúde. "Os sucos de frutas e vegetais frescos são ricos em fibras que promovem um melhor funcionamento intestinal", o que reforça o processo de eliminação de toxinas", explica.
Mas a especialista alerta: quanto mais fresca é uma fruta ou hortaliça, mais rica ela será em nutrientes. "Não adianta estocar na geladeira depois de pronto para consumir mais tarde. E nada de recorrer aos sucos industrializados, cheios de conservantes e açúcar", completa.
Aos sucos desintoxicantes pode-se acrescentar ingredientes como proteínas (colágeno), fibras (aveia), condimentos e especiarias (canela, gengibre e orégano), além de energéticos (pó de guaraná e ginseng), dependendo de qual é o problema no organismo.
Apesar da importante função de purificar o sistema digestivo e eliminar do corpo produtos residuais, a nutróloga ressalta que não é preciso exagerar nas quantidades de sucos ingeridos. Um ou dois copos diários cumprem bem a função de limpar o organismo, mas isso também vai depender do efeito que se quer alcançar. Segundo Tamara, algumas vezes é interessante passar a metade do dia somente com sucos, porém isso deve ser feito sob supervisão médica.
Os resultados e as ações dos sucos são percebidos rapidamente, refletindo, inclusive, no bem-estar, na disposição e na melhora da pele. Para as funções diuréticas, laxativas e hidratante, por exemplo, os efeitos podem ser notados nas primeiras 24 horas. Já para combater outros distúrbios, os sucos devem se tornar um hábito, porque esses efeitos ocorrem num período de médio a longo prazo.
Saiba Mais
Suco verde rejuvenesce
Suco de laranja protege o coração
Suco de beterraba aumenta o pique Confira algumas dicas de sucos desintoxicantes e suas funções:
Suco diurético
melhora a função renal, ajuda a eliminar toxinas e reduz a retenção de líquidos. O aipo é rico em glutationa, uma substância que neutraliza os radicais livres e pode entrar na composição de diversos sucos. A melancia é rica em água, frutose e fibras, além de licopeno que previne o envelhecimento precoce e o câncer de próstata e mama.
1 copo de suco de melancia coado (2 fatias médias)
1 talo de aipo com as folhas
Modo de preparar: bater no liquidificador e tomar imediatamente.
Suco pós-ressaca
excelente para combater os efeitos adversos do excesso de ingestão de bebidas alcoólicas. Ajuda o fígado a se recuperar e acelerar a eliminação de toxinas que causam a ressaca. O repolho é rico em glutamina, um aminoácido que protege e repara o fígado dos efeitos danosos do álcool. A curcuma possui carotenóides com ação hepatoprotetora.
½ repolho verde de tamanho pequeno
1 limão previamente espremido e sem as sementes
1 talo de aipo com as folhas
1 colher de sopa de folhas frescas de coentro
½ colher de chá de curcuma
Modo de preparar: usar centrífuga ou bater no liquidificador com um pouco de água mineral sem gás e coar. Se quiser um sabor um pouco melhor, use água de coco.
Suco para pele firme
é rico em antioxidantes e bioativos que combatem os radicais livres, retardando o envelhecimento da pele. Turbinam a energia e a disposição.
Ingredientes:
½ limão
1 xíc. (chá) de uva rosada com casca
2 maçãs verdes com casca e sem sementes
1 xíc. (chá) de água mineral
Adoçante (opcional)
Modo de preparar: bata todos os ingredientes no liquidificador.
Suco da beleza total
a cenoura e a salsa são fontes de betacaroteno, que, transformado no organismo em vitamina A , estimula o sistema imunológico e atua na recuperação e no brilho da pele. Ainda tem substâncias antiinflamatórias e antienvelhecimento.
2 cenouras cruas picadas
½ maçã com a casca e sem sementes
1 xíc. (chá) de melão cantalupo picado
1 fatia de gengibre sem casca
1 punhado de salsa 1 col. (sobremesa) de linhaça (deixe de molho na água de um dia para o outro)
Adoçante (opcional).
Modo de preparar: passe os ingredientes na centrífuga ou no liquidificador. Se preferir, coe.
Fonte: Mais vida 11/2010
Sandra Silva - Personal Trainer - cref: 03142-G/SP
terça-feira, 9 de novembro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
Coquetel de proteínas novo elixir para a vida
Uma equipe de cientistas italianos criou uma bebida feita de aminoácidos – os componentes das proteínas – que conseguiu aumentar "significativamente" a vida de ratos alimentados por ele. Os principais ingredientes da bebida são três aminoácidos.
O novo coquetel, afirmam os pesquisadores na revista Cell Metabolism, parece ser um bom aspirante na longa busca científica por um elixir da vida. "Esta é a primeira demonstração de uma mistura de aminoácidos – leucina, isoleucina e valina – que estendeu a vida da levedura, um fungo unicelular", disse Enzo Nisoli, da Universidade de Milão, que dirigiu o estudo.
Agora, os cientistas desenharam um suplemento cujos ingredientes chave são esses mesmos compostos, que formam parte dos chamados aminoácidos de cadeia ramificada, ou BCAA.
No estudo, os cientistas deram a ratos machos adultos – todos sadios – água que continha uma quantidade de BCAA além de sua dieta habitual. Outro grupo de animais só recebeu água normal.
Depois de um período de vários meses, os cientistas descobriram que os roedores que receberam o coquetel de aminoácidos viveram em média 869 dias, comparados com 774 dias de vida dos que não tomaram a bebida.
Segundo os cientistas, esse é um aumento de 12% na longevidade dos animais. E além da sobrevivência mais longa, os animais mostraram um aumento nas mitocôndrias – encarregadas de gerar energia nas células – cardíacas e músculo-esqueléticas.
Os animais que beberam o coquetel de BCAA, dizem os autores, mostraram melhora no rendimento físico e do sistema de defesa que combate os chamados radicais livres, que, se acredita, causam danos às células.
Tal como explica Nisoli, tais benefícios do suplemento de aminoácidos parecem similares aos que se obtêm com a restrição de calorias.
Ainda que todos os ratos que participaram do estudo fossem machos, os cientistas planejam levar a cabo experiências semelhantes com fêmeas. Os pesquisadores acreditam que os efeitos do suplemento poderiam ser especialmente benéficos para pessoas doentes ou idosos.
"Talvez não seja útil para os jovens ou para fisioculturistas que já têm uma boa condição física", disse o cientista. "Mas poderia ser uma estratégia de prevenção."
"Nosso estudo não pode entender o papel preciso que desempenham os aminoácidos nos seres humanos, mas os fisioculturistas os utilizam para manter o tecido muscular." Os pesquisadores ressaltam que agora terão de empreender um ensaio amplo com seres humanos para convencer os médicos dos benefícios que estes compostos podem oferecer a determinados pacientes.
Revista Veja
Sandra Silva - Personal trainer - cref:03142-G/SP
O novo coquetel, afirmam os pesquisadores na revista Cell Metabolism, parece ser um bom aspirante na longa busca científica por um elixir da vida. "Esta é a primeira demonstração de uma mistura de aminoácidos – leucina, isoleucina e valina – que estendeu a vida da levedura, um fungo unicelular", disse Enzo Nisoli, da Universidade de Milão, que dirigiu o estudo.
Agora, os cientistas desenharam um suplemento cujos ingredientes chave são esses mesmos compostos, que formam parte dos chamados aminoácidos de cadeia ramificada, ou BCAA.
No estudo, os cientistas deram a ratos machos adultos – todos sadios – água que continha uma quantidade de BCAA além de sua dieta habitual. Outro grupo de animais só recebeu água normal.
Depois de um período de vários meses, os cientistas descobriram que os roedores que receberam o coquetel de aminoácidos viveram em média 869 dias, comparados com 774 dias de vida dos que não tomaram a bebida.
Segundo os cientistas, esse é um aumento de 12% na longevidade dos animais. E além da sobrevivência mais longa, os animais mostraram um aumento nas mitocôndrias – encarregadas de gerar energia nas células – cardíacas e músculo-esqueléticas.
Os animais que beberam o coquetel de BCAA, dizem os autores, mostraram melhora no rendimento físico e do sistema de defesa que combate os chamados radicais livres, que, se acredita, causam danos às células.
Tal como explica Nisoli, tais benefícios do suplemento de aminoácidos parecem similares aos que se obtêm com a restrição de calorias.
Ainda que todos os ratos que participaram do estudo fossem machos, os cientistas planejam levar a cabo experiências semelhantes com fêmeas. Os pesquisadores acreditam que os efeitos do suplemento poderiam ser especialmente benéficos para pessoas doentes ou idosos.
"Talvez não seja útil para os jovens ou para fisioculturistas que já têm uma boa condição física", disse o cientista. "Mas poderia ser uma estratégia de prevenção."
"Nosso estudo não pode entender o papel preciso que desempenham os aminoácidos nos seres humanos, mas os fisioculturistas os utilizam para manter o tecido muscular." Os pesquisadores ressaltam que agora terão de empreender um ensaio amplo com seres humanos para convencer os médicos dos benefícios que estes compostos podem oferecer a determinados pacientes.
Revista Veja
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Consumo de melatonina atrasam o envelhecimento
O consumo de melatonina, uma substância produzida no cérebro pela glândula pineal e presente em muitos alimentos, entre os quais o vinho tinto, retarda os efeitos do envelhecimento, indica um novo estudo.
A melatonina existe em pequenas quantidades em frutos e vegetais como a cebola, a cereja e a banana, em cereais como o milho, a aveia e o arroz, em plantas aromáticas como a hortelã, a verbena, a salva e o tomilho, e no vinho tinto.
O estudo foi realizado por uma equipa de investigadores espanhóis chefiada por Darío Acuña Castroviejo, director da Rede Nacional de Investigação do Envelhecimento, da Universidade de Granada.
O estudo, que se baseou na análise de ratinhos normais e geneticamente modificados, concluiu que "os primeiros sinais de envelhecimento em tecidos animais começam aos cinco meses (nos ratinhos) - equivalente a 30 anos nas pessoas - por aumento dos radicais livres (oxigénio e nitrogénio), que causam uma reacção inflamatória", segundo o investigador.
Esse "stress oxidativo", acrescentou, tem efeitos no sangue dos animais, já que se provou que "as células sanguíneas se tornam mais frágeis com os anos e as suas membranas mais vulneráveis a rupturas".
Neutraliizar o stress oxidativo
Ao administraram pequenas quantidades de melatonina nos ratinhos, os inves tigadores observaram não só que essa substância neutralizava o stress oxidativo e o processo inflamatório causado pelo envelhecimento, como retardava os seus ef eitos, aumentando por isso a longevidade.
O objectivo do estudo era analisar a função mitocondrial nos ratinhos e verificar a sua capacidade mitocondrial para produzir ATP (adenosina trifosfato), uma molécula cuja missão é armazenar a energia de que cada célula necessita para realizar as suas funções. A investigação concluiu que a administração crónica de melatonina em animais a partir do momento em que deixam de produzir essa substância (aos cinco meses nos ratinhos) ajuda a contrariar todo o processo de envelhecimento.
Do mesmo modo, o consumo diário de melatonina pelos humanos a partir dos 30 ou 40 anos poderá prevenir - ou pelo menos retardar - doenças relacionadas com o envelhecimento, os radicais livres e os processos inflamatórios. A melatonina, conhecida como "a hormona do sono", regula os ciclos circadianos (dormir-acordar), sendo a sua produção estimulada pela escuridão e inibida pela luz.
Não estando a sua versão sintética à venda em países como Portugal e Espanha, Castroviejo recomenda que "enquanto a substância não estiver legalizada, os humanos tentem aumentar o seu consumo através da alimentação". As conclusões do estudo foram publicadas em várias revistas médicas internacionais, nomeadamente na Free Radical Research, Experimental Gerontology, Journal of Pineal Research e Frontiers in Bioscience.
Fonte:Ciência hoje
Sandra Silva - Personal Trainer - cref: 03142G/SP
A melatonina existe em pequenas quantidades em frutos e vegetais como a cebola, a cereja e a banana, em cereais como o milho, a aveia e o arroz, em plantas aromáticas como a hortelã, a verbena, a salva e o tomilho, e no vinho tinto.
O estudo foi realizado por uma equipa de investigadores espanhóis chefiada por Darío Acuña Castroviejo, director da Rede Nacional de Investigação do Envelhecimento, da Universidade de Granada.
O estudo, que se baseou na análise de ratinhos normais e geneticamente modificados, concluiu que "os primeiros sinais de envelhecimento em tecidos animais começam aos cinco meses (nos ratinhos) - equivalente a 30 anos nas pessoas - por aumento dos radicais livres (oxigénio e nitrogénio), que causam uma reacção inflamatória", segundo o investigador.
Esse "stress oxidativo", acrescentou, tem efeitos no sangue dos animais, já que se provou que "as células sanguíneas se tornam mais frágeis com os anos e as suas membranas mais vulneráveis a rupturas".
Neutraliizar o stress oxidativo
Ao administraram pequenas quantidades de melatonina nos ratinhos, os inves tigadores observaram não só que essa substância neutralizava o stress oxidativo e o processo inflamatório causado pelo envelhecimento, como retardava os seus ef eitos, aumentando por isso a longevidade.
O objectivo do estudo era analisar a função mitocondrial nos ratinhos e verificar a sua capacidade mitocondrial para produzir ATP (adenosina trifosfato), uma molécula cuja missão é armazenar a energia de que cada célula necessita para realizar as suas funções. A investigação concluiu que a administração crónica de melatonina em animais a partir do momento em que deixam de produzir essa substância (aos cinco meses nos ratinhos) ajuda a contrariar todo o processo de envelhecimento.
Do mesmo modo, o consumo diário de melatonina pelos humanos a partir dos 30 ou 40 anos poderá prevenir - ou pelo menos retardar - doenças relacionadas com o envelhecimento, os radicais livres e os processos inflamatórios. A melatonina, conhecida como "a hormona do sono", regula os ciclos circadianos (dormir-acordar), sendo a sua produção estimulada pela escuridão e inibida pela luz.
Não estando a sua versão sintética à venda em países como Portugal e Espanha, Castroviejo recomenda que "enquanto a substância não estiver legalizada, os humanos tentem aumentar o seu consumo através da alimentação". As conclusões do estudo foram publicadas em várias revistas médicas internacionais, nomeadamente na Free Radical Research, Experimental Gerontology, Journal of Pineal Research e Frontiers in Bioscience.
Fonte:Ciência hoje
Sandra Silva - Personal Trainer - cref: 03142G/SP
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Diabetes
Creatina ajuda a controlar açúcar no sangue
Pesquisa da USP mostra bons resultados com uso do suplemento alimentar, aliado a exercícios físicos
Até o fim de abril, suplementos alimentares de creatina tinham sua comercialização proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
São Paulo - A suplementação alimentar de creatina - composto derivado de aminoácidos - aliada a exercícios físicos regulares melhora o controle glicêmico de pessoas com diabetes do tipo 2. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pela Agência USP. Pesquisas da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP) mostram que a creatina ajuda a controlar a taxa de açúcar no sangue, elevada em diabéticos. A segurança do composto também foi comprovada, pois não foram observadas alterações ou sobrecarga das funções renal e hepática nos diabéticos participantes do estudo.
A diabetes do tipo 2 é caracterizada pela incapacidade das células absorverem glicose da corrente sanguínea, o que é explicado pela resistência do organismo à ação da insulina. As principais indicações médicas para o controle da doença são a prática de atividades físicas e o uso de hipoglicemiantes orais. "Ambos ajudam a jogar o açúcar para dentro da célula e a creatina pode ter um papel nessa função também", explica Bruno Gualano, autor da pesquisa.
Os estudos constataram que a suplementação de creatina, juntamente com os exercícios físicos, é mais eficiente no tratamento da doença do que os exercícios praticados isoladamente e tão eficiente quanto a metformina - medicamento mais empregado no tratamento de diabetes do tipo 2. Além disso, Gualano ressalta que a eficácia da creatina foi observada quando usada por pessoas que praticam exercícios. Ou seja, apenas a suplementação de creatina, sem treinamento físico, poderia não resultar em benefícios.
As melhoras ocorrem porque a creatina atua no deslocamento (chamado de translocação), da proteína GLUT-4. "Ela fica dentro das células. Sua função é se deslocar do interior até a superfície, "pegar" o açúcar que está fora, no sangue, e o transferir para dentro da célula", explica Gualano. Em diabéticos tipo 2, essa função não é realizada em níveis adequados. "A creatina atuou nesse aspecto, elevando a translocação de GLUT-4 a níveis similares aos observados em pessoas sem a doença", completa.
Proibição - Até o fim de abril, suplementos alimentares de creatina tinham sua comercialização proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pois se alegava que os efeitos nocivos à saúde não eram conhecidos. Porém, inúmeras pesquisas científicas já comprovaram que o composto - produzido naturalmente pelo organismo - não é prejudicial à saúde se ingerido com moderação.
As pesquisas da USP constataram a segurança da creatina. Não houve nenhum tipo de prejuízo à saúde dos pacientes que ingeriram o composto, em doses de cinco gramas por dia, ao longo de três meses. Uma possível sobrecarga das funções renal e hepática também não foi observada. "Um terço dos pacientes tinha doença renal crônica e mesmo assim não foram constatados problemas ou alterações. O mesmo vale em relação ao fígado", aponta Gualano. "A creatina tem um potencial terapêutico excepcional e pode ser essencial no tratamento de muitas doenças caracterizadas por perdas de força, massa muscular, cognição, massa óssea e sensibilidade à insulina."
(Com Agência Estado)
Fonte: Revista Veja - 2010
Sandra Silva - Personal Trainer - cref:03142-G/SP
Pesquisa da USP mostra bons resultados com uso do suplemento alimentar, aliado a exercícios físicos
Até o fim de abril, suplementos alimentares de creatina tinham sua comercialização proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
São Paulo - A suplementação alimentar de creatina - composto derivado de aminoácidos - aliada a exercícios físicos regulares melhora o controle glicêmico de pessoas com diabetes do tipo 2. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pela Agência USP. Pesquisas da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (USP) mostram que a creatina ajuda a controlar a taxa de açúcar no sangue, elevada em diabéticos. A segurança do composto também foi comprovada, pois não foram observadas alterações ou sobrecarga das funções renal e hepática nos diabéticos participantes do estudo.
A diabetes do tipo 2 é caracterizada pela incapacidade das células absorverem glicose da corrente sanguínea, o que é explicado pela resistência do organismo à ação da insulina. As principais indicações médicas para o controle da doença são a prática de atividades físicas e o uso de hipoglicemiantes orais. "Ambos ajudam a jogar o açúcar para dentro da célula e a creatina pode ter um papel nessa função também", explica Bruno Gualano, autor da pesquisa.
Os estudos constataram que a suplementação de creatina, juntamente com os exercícios físicos, é mais eficiente no tratamento da doença do que os exercícios praticados isoladamente e tão eficiente quanto a metformina - medicamento mais empregado no tratamento de diabetes do tipo 2. Além disso, Gualano ressalta que a eficácia da creatina foi observada quando usada por pessoas que praticam exercícios. Ou seja, apenas a suplementação de creatina, sem treinamento físico, poderia não resultar em benefícios.
As melhoras ocorrem porque a creatina atua no deslocamento (chamado de translocação), da proteína GLUT-4. "Ela fica dentro das células. Sua função é se deslocar do interior até a superfície, "pegar" o açúcar que está fora, no sangue, e o transferir para dentro da célula", explica Gualano. Em diabéticos tipo 2, essa função não é realizada em níveis adequados. "A creatina atuou nesse aspecto, elevando a translocação de GLUT-4 a níveis similares aos observados em pessoas sem a doença", completa.
Proibição - Até o fim de abril, suplementos alimentares de creatina tinham sua comercialização proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pois se alegava que os efeitos nocivos à saúde não eram conhecidos. Porém, inúmeras pesquisas científicas já comprovaram que o composto - produzido naturalmente pelo organismo - não é prejudicial à saúde se ingerido com moderação.
As pesquisas da USP constataram a segurança da creatina. Não houve nenhum tipo de prejuízo à saúde dos pacientes que ingeriram o composto, em doses de cinco gramas por dia, ao longo de três meses. Uma possível sobrecarga das funções renal e hepática também não foi observada. "Um terço dos pacientes tinha doença renal crônica e mesmo assim não foram constatados problemas ou alterações. O mesmo vale em relação ao fígado", aponta Gualano. "A creatina tem um potencial terapêutico excepcional e pode ser essencial no tratamento de muitas doenças caracterizadas por perdas de força, massa muscular, cognição, massa óssea e sensibilidade à insulina."
(Com Agência Estado)
Fonte: Revista Veja - 2010
Sandra Silva - Personal Trainer - cref:03142-G/SP
terça-feira, 6 de julho de 2010
Stress afeta desempenho dos jogadores
Stress afeta desempenho dos jogadores.
Pesquisa do professor Alcir Sanches, da Faculdade de Educação Física, mostra que o estresse combina combina com derrota. O pesquisador investigou as reações de 472 jogadores de futebol do Distrito Federal, entre 15 e 50 anos, em 77 situações que podem causar medo, ansiedade ou motivação. A conclusão foi que esses sentimentos podem ser decisivos no rendimento esportivo.
Jogar machucado, em uma posição improvisada e com um grupo desunido foram algumas das situações apontadas como as principais causas de estresse entre os atletas. Foi o que aconteceu com a França. “A desunião do grupo francês se refletiu no campo. Esse é o melhor exemplo dessa Copa do Mundo. O estresse foi o fator predominante na má atuação desse time”, afirmou o professor.
Ser cobrado por jornalistas, fazer um gol contra, perder um pênalti, sofrer uma goleada, terminar o primeiro tempo da partida perdendo, ser cortado do jogo no vestiário e jogar em um campo em condições ruins também foram outros fatores considerados negativos para o desempenho pelos atletas. “Até meados dos anos 70, a preparação física e a tática poderiam explicar a performance. Depois disso, passaram a considerar a psicologia como outro fator que contribui para os resultados”, explica Sanches. “Questões psicológicas se tornaram tão importantes para as equipes, que todas têm um psicólogo na comissão técnica”, completa.
BRASIL – Kaká, meia-atacante brasileiro, também teve o estresse como inimigo na partida entre o Brasil e a Costa do Marfim, no dia 20 de junho. O atleta de comportamento exemplar foi expulso pela terceira vez em nove anos de carreira. "Tomara que o substituto já tenha sido convocado", avisa Alcir. É que a pesquisa mostra também que ser convocado de última hora é ruim para os jogadores. "A espera gera muita ansiedade entre os jogadores que aguardam uma chance”, comenta o professor.
Para o pesquisador, a equipe brasileira deverá receber uma atenção especial do psicólogo da seleção. “Sempre que o Brasil entra em campo, a torcida espera um espetáculo. Ganhar, para o torcedor brasileiro, não basta. Ele espera pedalada, gols de placa e vencer de goleada”, afirma Sanches. Ele alert que as pressões da torcida e até das outras equipes, da imprensa e o próprio favoritismo do Brasil geram um estresse descomunal nos jogadores e em toda a comissão. “Nós temos a cultura de não aceitar uma medalha de prata. Como se ficar em segundo lugar não fosse um mérito. Temos sempre que estar no topo. É uma pressão muito grande e exige preparação dos jogadores para estarem entregues na partida”, explica a professora Rossana Benck, da Faculdade de Educação Física.
A torcida e a imprensa, além de exigirem o futebol bonito, criticam a escalação feita por Dunga. Sanches argumenta que o técnico pesou o lado psicológico na hora de convocar. Um exemplo disso foi ter deixado o Adriano, jogador do Flamengo, fora da Copa do Mundo. “Dunga não o chamou porque ele está desequilibrado emocionalmente. O Adriano leva os problemas pessoais para dentro do campo e acaba não rendendo. É claro que também falta preparo físico”, afirma Sanches. “Um sujeito que sempre foi craque não deixa de ser bom do dia prá noite. Questões psicológicas explicam a mudança de comportamento”, completa.
Rossana Benck lembra que cada atleta interpreta o estresse de uma maneira diferente. “Conheço pessoas que se sentem motivadas em situações consideradas estressantes. É como uma injeção de ânimo.”
VUVUZELA – A polêmica “arma” de fazer barulho, que invadiu os estádios na África do Sul, pode interferir no desempenho dos jogadores. A poluição sonora atrapalha até quem assiste aos jogos pela televisão e pode estressar quem está em campo. Para piorar, pode desconcentrar a equipe. Sanches argumenta que se o jogador tiver foco, nada do que estiver acontecendo fora dos gramados poderá afetá-lo. “Eu fui goleiro por muitos anos, quando passei a prestar atenção em quem gritava atrás do gol, a bola passou a entrar. Enquanto tive foco e estava concentrado na partida fiz bem o meu trabalho”, conta o pesquisador.
Fonte: Secretaria de Comunicação da UnB
Sandra Silva - Personal Trainer - Cref:03142-G/SP
Pesquisa do professor Alcir Sanches, da Faculdade de Educação Física, mostra que o estresse combina combina com derrota. O pesquisador investigou as reações de 472 jogadores de futebol do Distrito Federal, entre 15 e 50 anos, em 77 situações que podem causar medo, ansiedade ou motivação. A conclusão foi que esses sentimentos podem ser decisivos no rendimento esportivo.
Jogar machucado, em uma posição improvisada e com um grupo desunido foram algumas das situações apontadas como as principais causas de estresse entre os atletas. Foi o que aconteceu com a França. “A desunião do grupo francês se refletiu no campo. Esse é o melhor exemplo dessa Copa do Mundo. O estresse foi o fator predominante na má atuação desse time”, afirmou o professor.
Ser cobrado por jornalistas, fazer um gol contra, perder um pênalti, sofrer uma goleada, terminar o primeiro tempo da partida perdendo, ser cortado do jogo no vestiário e jogar em um campo em condições ruins também foram outros fatores considerados negativos para o desempenho pelos atletas. “Até meados dos anos 70, a preparação física e a tática poderiam explicar a performance. Depois disso, passaram a considerar a psicologia como outro fator que contribui para os resultados”, explica Sanches. “Questões psicológicas se tornaram tão importantes para as equipes, que todas têm um psicólogo na comissão técnica”, completa.
BRASIL – Kaká, meia-atacante brasileiro, também teve o estresse como inimigo na partida entre o Brasil e a Costa do Marfim, no dia 20 de junho. O atleta de comportamento exemplar foi expulso pela terceira vez em nove anos de carreira. "Tomara que o substituto já tenha sido convocado", avisa Alcir. É que a pesquisa mostra também que ser convocado de última hora é ruim para os jogadores. "A espera gera muita ansiedade entre os jogadores que aguardam uma chance”, comenta o professor.
Para o pesquisador, a equipe brasileira deverá receber uma atenção especial do psicólogo da seleção. “Sempre que o Brasil entra em campo, a torcida espera um espetáculo. Ganhar, para o torcedor brasileiro, não basta. Ele espera pedalada, gols de placa e vencer de goleada”, afirma Sanches. Ele alert que as pressões da torcida e até das outras equipes, da imprensa e o próprio favoritismo do Brasil geram um estresse descomunal nos jogadores e em toda a comissão. “Nós temos a cultura de não aceitar uma medalha de prata. Como se ficar em segundo lugar não fosse um mérito. Temos sempre que estar no topo. É uma pressão muito grande e exige preparação dos jogadores para estarem entregues na partida”, explica a professora Rossana Benck, da Faculdade de Educação Física.
A torcida e a imprensa, além de exigirem o futebol bonito, criticam a escalação feita por Dunga. Sanches argumenta que o técnico pesou o lado psicológico na hora de convocar. Um exemplo disso foi ter deixado o Adriano, jogador do Flamengo, fora da Copa do Mundo. “Dunga não o chamou porque ele está desequilibrado emocionalmente. O Adriano leva os problemas pessoais para dentro do campo e acaba não rendendo. É claro que também falta preparo físico”, afirma Sanches. “Um sujeito que sempre foi craque não deixa de ser bom do dia prá noite. Questões psicológicas explicam a mudança de comportamento”, completa.
Rossana Benck lembra que cada atleta interpreta o estresse de uma maneira diferente. “Conheço pessoas que se sentem motivadas em situações consideradas estressantes. É como uma injeção de ânimo.”
VUVUZELA – A polêmica “arma” de fazer barulho, que invadiu os estádios na África do Sul, pode interferir no desempenho dos jogadores. A poluição sonora atrapalha até quem assiste aos jogos pela televisão e pode estressar quem está em campo. Para piorar, pode desconcentrar a equipe. Sanches argumenta que se o jogador tiver foco, nada do que estiver acontecendo fora dos gramados poderá afetá-lo. “Eu fui goleiro por muitos anos, quando passei a prestar atenção em quem gritava atrás do gol, a bola passou a entrar. Enquanto tive foco e estava concentrado na partida fiz bem o meu trabalho”, conta o pesquisador.
Fonte: Secretaria de Comunicação da UnB
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domingo, 16 de maio de 2010
Menopausa: Lado bom
Menopausa: o lado bom
Campanhas, estudos e especialistas querem provar que a menopausa pode ser uma fase ótima para as mulheres.
Menopausa: especialistas destacam um lado bom na fase
Uma forma diferente de encarar a menopausa tem sido debatida por psicólogos norte-americanos. E não só nos Estados Unidos. No Brasil, muitos profissionais acreditam que esse momento na vida da mulher pode ser encarado como algo positivo - e não apenas como um poço de dificuldades.
Os motivos que originaram tanta negatividade em torno da menopausa são reais: muitas mulheres, na fase que antecede a menopausa, têm desconfortos físicos, como calores, inchaço, sudorese, dificuldades para dormir e depressão. Isso fez com que o climatério, que é a fase anterior à menopausa seja cercado de cuidados médicos, mas pouco se fala do lado psicológico e das possíveis vantagens do período.
Para Vera Moris, psicóloga da PUC-SP, com mestrado e doutorado em psicologia clínica, é inevitável que a menopausa seja um marco emocional para o término de um ciclo e início de outro. “Algumas perdas serão enfrentadas e a mulher precisa estar pronta para isso. Se ela focar que terá descobertas interessantes, o ônus fica menor e ela não sofre tanto com os sintomas”, acredita.
Algumas ações americanas foram colocadas em prática para ajudar a mulher a encarar o período da menopausa de outra forma. O Instituto Nacional de Saúde dos EUA realiza, desde 1991, campanhas e pesquisas com o mesmo objetivo: abordar as preocupações da menopausa e descobrir as vantagens do período.
Os psicólogos estão trabalhando para entender as atitudes da sociedade em relação à menopausa e ajudar as mulheres a lidarem melhor com o significado psicológico dela. A psicóloga americana Sylvia Gearing ajuda pacientes a ver os benefícios da menopausa e do envelhecimento. "Como as mulheres têm menos estrogênio nesta fase, podem ter mais clareza de pensamento, autocontrole e determinação”, disse em artigo publicado no site da American Phycological Association.
Ainda, uma pesquisa realizada pela Universidade de Copenhague, publicada no jornal oficial da Sociedade Européia da Menopausa e Andropausa, Maturitas, revelou outros aspectos positivos desta fase da vida feminina. Após questionar 393 mulheres de meia-idade, o estudo afirmou que aproximadamente metade delas considerou a menopausa benéfica. Os motivos apontados por elas é bem-estar, alívio por não terem mais que lidar com a menstruação e maiores possibilidades de crescimento pessoal e liberdade para concentrarem-se nas próprias vidas.
Juventude x maturidade
Em uma sociedade que cultua a beleza e a juventude, entrar na menopausa, para muitas mulheres, é sinônimo de tornar-se velha e sem valor. “Ao olhar-se no espelho, observando as rugas e vendo sua imagem envelhecida, com gordurinhas a mais, é difícil não ficar ansiosa”, diz Olga Tessari, psicóloga, pesquisadora da USP, e mantenedora do site AjudaEmocional.com.
Esta também é uma fase, para a maioria das mulheres, onde os filhos já crescidos e criados não exigem mais os cuidados maternos de antes. “Se ela passou a vida se preocupando com os filhos, com o dia a dia deles, como lidar com o vazio que a independência deles gera?”, continua Olga.
É importante, segundo os especialistas, aceitar que a vida passa por fases e que todas essas mudanças também têm o seu lado positivo. Na menopausa, não é diferente. Por exemplo, a atividade sexual está livre de riscos de gravidez e o sexo pode se tornar ainda mais libertador e prazeroso; a mulher pode dedicar-se mais a si mesma, praticar atividades que sempre teve vontade, podendo realizar seus projetos pessoais engavetados pela falta de tempo.
“A mulher deve usar e abusar das experiências de vida acumuladas ao longo dos anos e permitir-se viver intensamente o momento. Mulheres que chegam à menopausa com boa autoestima passam por essa fase de forma tranquila, inclusive lidando melhor com os sintomas físicos causados pelo desequilíbrio hormonal”, conclui Tessari.
5 dicas do ginecologista Ivaldo Silva, professor do Departamento de Ginecologia da Unifesp, para viver a menopausa de maneira mais tranquila:
- Embora a menopausa seja um sinal de envelhecimento, não há motivo para desespero: é uma fase da vida e, por isso, inevitável. Aproveitar os aspectos positivos é a melhor saída
- Aquela preocupação com a gravidez não é mais necessária, portanto, as relações sexuais com o parceiro podem se tornar ainda mais prazerosas
- Utilize este momento para fazer uma análise de sua vida: como os filhos já estão grandes e há uma estabilidade financeira maior, aproveite para curtir horas de lazer, sozinha ou ao lado do marido
- A menopausa surge e, juntamente a ela, a possibilidade de refletir mais e parar para melhorar a si mesma. Autoconhecimento é a palavra-chave
- Culturalmente, a menopausa é tratada como um período ruim, mas não há necessidade de colocar um peso a mais nesta vivência: analise-a como uma fase diferente e um momento de mudança. Se apegue à filosofia de que há muito a ser vivido ainda.
Fonte: Saúde em movimento
Sandra Silva - Personal Trainer - Cref: 03142-G/SP
Campanhas, estudos e especialistas querem provar que a menopausa pode ser uma fase ótima para as mulheres.
Menopausa: especialistas destacam um lado bom na fase
Uma forma diferente de encarar a menopausa tem sido debatida por psicólogos norte-americanos. E não só nos Estados Unidos. No Brasil, muitos profissionais acreditam que esse momento na vida da mulher pode ser encarado como algo positivo - e não apenas como um poço de dificuldades.
Os motivos que originaram tanta negatividade em torno da menopausa são reais: muitas mulheres, na fase que antecede a menopausa, têm desconfortos físicos, como calores, inchaço, sudorese, dificuldades para dormir e depressão. Isso fez com que o climatério, que é a fase anterior à menopausa seja cercado de cuidados médicos, mas pouco se fala do lado psicológico e das possíveis vantagens do período.
Para Vera Moris, psicóloga da PUC-SP, com mestrado e doutorado em psicologia clínica, é inevitável que a menopausa seja um marco emocional para o término de um ciclo e início de outro. “Algumas perdas serão enfrentadas e a mulher precisa estar pronta para isso. Se ela focar que terá descobertas interessantes, o ônus fica menor e ela não sofre tanto com os sintomas”, acredita.
Algumas ações americanas foram colocadas em prática para ajudar a mulher a encarar o período da menopausa de outra forma. O Instituto Nacional de Saúde dos EUA realiza, desde 1991, campanhas e pesquisas com o mesmo objetivo: abordar as preocupações da menopausa e descobrir as vantagens do período.
Os psicólogos estão trabalhando para entender as atitudes da sociedade em relação à menopausa e ajudar as mulheres a lidarem melhor com o significado psicológico dela. A psicóloga americana Sylvia Gearing ajuda pacientes a ver os benefícios da menopausa e do envelhecimento. "Como as mulheres têm menos estrogênio nesta fase, podem ter mais clareza de pensamento, autocontrole e determinação”, disse em artigo publicado no site da American Phycological Association.
Ainda, uma pesquisa realizada pela Universidade de Copenhague, publicada no jornal oficial da Sociedade Européia da Menopausa e Andropausa, Maturitas, revelou outros aspectos positivos desta fase da vida feminina. Após questionar 393 mulheres de meia-idade, o estudo afirmou que aproximadamente metade delas considerou a menopausa benéfica. Os motivos apontados por elas é bem-estar, alívio por não terem mais que lidar com a menstruação e maiores possibilidades de crescimento pessoal e liberdade para concentrarem-se nas próprias vidas.
Juventude x maturidade
Em uma sociedade que cultua a beleza e a juventude, entrar na menopausa, para muitas mulheres, é sinônimo de tornar-se velha e sem valor. “Ao olhar-se no espelho, observando as rugas e vendo sua imagem envelhecida, com gordurinhas a mais, é difícil não ficar ansiosa”, diz Olga Tessari, psicóloga, pesquisadora da USP, e mantenedora do site AjudaEmocional.com.
Esta também é uma fase, para a maioria das mulheres, onde os filhos já crescidos e criados não exigem mais os cuidados maternos de antes. “Se ela passou a vida se preocupando com os filhos, com o dia a dia deles, como lidar com o vazio que a independência deles gera?”, continua Olga.
É importante, segundo os especialistas, aceitar que a vida passa por fases e que todas essas mudanças também têm o seu lado positivo. Na menopausa, não é diferente. Por exemplo, a atividade sexual está livre de riscos de gravidez e o sexo pode se tornar ainda mais libertador e prazeroso; a mulher pode dedicar-se mais a si mesma, praticar atividades que sempre teve vontade, podendo realizar seus projetos pessoais engavetados pela falta de tempo.
“A mulher deve usar e abusar das experiências de vida acumuladas ao longo dos anos e permitir-se viver intensamente o momento. Mulheres que chegam à menopausa com boa autoestima passam por essa fase de forma tranquila, inclusive lidando melhor com os sintomas físicos causados pelo desequilíbrio hormonal”, conclui Tessari.
5 dicas do ginecologista Ivaldo Silva, professor do Departamento de Ginecologia da Unifesp, para viver a menopausa de maneira mais tranquila:
- Embora a menopausa seja um sinal de envelhecimento, não há motivo para desespero: é uma fase da vida e, por isso, inevitável. Aproveitar os aspectos positivos é a melhor saída
- Aquela preocupação com a gravidez não é mais necessária, portanto, as relações sexuais com o parceiro podem se tornar ainda mais prazerosas
- Utilize este momento para fazer uma análise de sua vida: como os filhos já estão grandes e há uma estabilidade financeira maior, aproveite para curtir horas de lazer, sozinha ou ao lado do marido
- A menopausa surge e, juntamente a ela, a possibilidade de refletir mais e parar para melhorar a si mesma. Autoconhecimento é a palavra-chave
- Culturalmente, a menopausa é tratada como um período ruim, mas não há necessidade de colocar um peso a mais nesta vivência: analise-a como uma fase diferente e um momento de mudança. Se apegue à filosofia de que há muito a ser vivido ainda.
Fonte: Saúde em movimento
Sandra Silva - Personal Trainer - Cref: 03142-G/SP
domingo, 14 de março de 2010
Exercício faz paciente de doença degenerativo ganhar massa muscular
Exercício faz paciente de doença degenerativa ganhar massa muscular.
Pesquisadores da USP conseguiram pela primeira vez fazer com que um paciente de miosite por corpúsculo de inclusão (MCI)— uma doença inflamatória que leva à degeneração lenta dos músculos — voltasse a ganhar massa muscular. Para isso, usaram uma técnica simples: o paciente levantava pesos leves com um aparelho de medir pressão obstruindo parcialmente o fluxo sanguíneo.
Nessa miosite, os músculos lentamente perdem o volume e a capacidade de produzir força . Ficam enfraquecidos principalmente as coxas e dedos. Os doentes têm dificuldades para fazer tarefas simples, como levantar da cadeira, segurar uma sacola, andar, engolir alimentos. O processo de atrofia geralmente começa perto dos 50 anos. A MCI é rara. Segundo pesquisas internacionais, para cada 1 milhão de pessoas, cerca de 14 sofrem com ela.
Na pesquisa, um paciente de 65 anos, fez exercícios para fortalecer as coxas com o fluxo sanguíneo parcialmente obstruído. Ele levantava 20% do peso máximo que conseguia carregar, uma quantidade bem abaixo da recomendada por profissionais de educação física para pessoas saudáveis. Os cientistas temiam que cargas altas aumentassem a inflamação fazendo o paciente perder músculos, em vez de ganhá-los.
Depois do treino, os músculos da coxa do idoso aumentaram o volume em 5% e ele conseguia levantar com as pernas cargas 11,6% mais pesadas. “Isso é significativo. É o que se espera em idosos saudáveis”, diz o autor da pesquisa, o doutor em Educação Física Bruno Gualano. Ele fez a pesquisa no Laboratório de Avaliação e Condicionamento em Reumatologia (LACRE) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Gualano destaca que a o tratamento não curou a doença, apesar da melhora no quadro do paciente.
O idoso também relatou melhoras na qualidade de vida e teve mais facilidade para lidar com atividades do cotidiano. Ele teve uma melhora de 60% em um teste que consiste em sentar, levantar, andar até um cone distante três metros, contorná-lo e voltar. O tempo caiu de 16 para 10 segundos.
Para saber mais sobre a pesquisa e assistir ao depoimento do paciente, veja o artigo em formato audiovisual no Journal of Visualized Experiments. O trabalho também foi publicado na revista Medicine and Science in Sports and Exercise.
Perspectivas
Os cientistas explicam que faltam mais pesquisas para se ter certeza que o exercício com vasos obstruídos é uma terapia útil para tratar doenças que causam perdas musculares, como a MCI, câncer e AIDS. Mas a pesquisa pode abrir portas para descobrir terapias que complementem remédios e possam melhorar a vida de quem sofre dessas doenças. O tratamento também tem potencial para ajudar idosos que sofrem de sarcopenia, a perda de massa muscular da velhice.
Depois dessas pesquisas, o LACRE pretende iniciar estudos com doenças que atrofiam os músculos, mais comuns, como a polimiosite e dermatomiosite. Os pesquisadores provavelmente encontrarão mais pacientes que possam participar da pesquisa.
Gualano foi orientado pelos professores Antonio Lancha Júnior, da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, e Eloísa Bonfá, do HC. Colaboraram com o trabalho outros pesquisadores do HC, da EEFE, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP e do Hospital Nove de Julho.
Texto: Nilbberth Silva
Fonte Saúde em movimentos
Sandra Silva - Personal Trainer - Cref:03142/G-SP
Pesquisadores da USP conseguiram pela primeira vez fazer com que um paciente de miosite por corpúsculo de inclusão (MCI)— uma doença inflamatória que leva à degeneração lenta dos músculos — voltasse a ganhar massa muscular. Para isso, usaram uma técnica simples: o paciente levantava pesos leves com um aparelho de medir pressão obstruindo parcialmente o fluxo sanguíneo.
Nessa miosite, os músculos lentamente perdem o volume e a capacidade de produzir força . Ficam enfraquecidos principalmente as coxas e dedos. Os doentes têm dificuldades para fazer tarefas simples, como levantar da cadeira, segurar uma sacola, andar, engolir alimentos. O processo de atrofia geralmente começa perto dos 50 anos. A MCI é rara. Segundo pesquisas internacionais, para cada 1 milhão de pessoas, cerca de 14 sofrem com ela.
Na pesquisa, um paciente de 65 anos, fez exercícios para fortalecer as coxas com o fluxo sanguíneo parcialmente obstruído. Ele levantava 20% do peso máximo que conseguia carregar, uma quantidade bem abaixo da recomendada por profissionais de educação física para pessoas saudáveis. Os cientistas temiam que cargas altas aumentassem a inflamação fazendo o paciente perder músculos, em vez de ganhá-los.
Depois do treino, os músculos da coxa do idoso aumentaram o volume em 5% e ele conseguia levantar com as pernas cargas 11,6% mais pesadas. “Isso é significativo. É o que se espera em idosos saudáveis”, diz o autor da pesquisa, o doutor em Educação Física Bruno Gualano. Ele fez a pesquisa no Laboratório de Avaliação e Condicionamento em Reumatologia (LACRE) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Gualano destaca que a o tratamento não curou a doença, apesar da melhora no quadro do paciente.
O idoso também relatou melhoras na qualidade de vida e teve mais facilidade para lidar com atividades do cotidiano. Ele teve uma melhora de 60% em um teste que consiste em sentar, levantar, andar até um cone distante três metros, contorná-lo e voltar. O tempo caiu de 16 para 10 segundos.
Para saber mais sobre a pesquisa e assistir ao depoimento do paciente, veja o artigo em formato audiovisual no Journal of Visualized Experiments. O trabalho também foi publicado na revista Medicine and Science in Sports and Exercise.
Perspectivas
Os cientistas explicam que faltam mais pesquisas para se ter certeza que o exercício com vasos obstruídos é uma terapia útil para tratar doenças que causam perdas musculares, como a MCI, câncer e AIDS. Mas a pesquisa pode abrir portas para descobrir terapias que complementem remédios e possam melhorar a vida de quem sofre dessas doenças. O tratamento também tem potencial para ajudar idosos que sofrem de sarcopenia, a perda de massa muscular da velhice.
Depois dessas pesquisas, o LACRE pretende iniciar estudos com doenças que atrofiam os músculos, mais comuns, como a polimiosite e dermatomiosite. Os pesquisadores provavelmente encontrarão mais pacientes que possam participar da pesquisa.
Gualano foi orientado pelos professores Antonio Lancha Júnior, da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, e Eloísa Bonfá, do HC. Colaboraram com o trabalho outros pesquisadores do HC, da EEFE, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP e do Hospital Nove de Julho.
Texto: Nilbberth Silva
Fonte Saúde em movimentos
Sandra Silva - Personal Trainer - Cref:03142/G-SP
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